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sábado, 23 de agosto de 2025

Sem título

A vida em mim se comunica

com todo pó e toda pequeneza,

sendo filha da grandeza,

assim estou satisfeito


Não haverá grandeza fora que me iluda

Não haverá paz fora que me conquiste

Se a paz é fora, me despeço

Tudo pelo que peço saberei encontrar dentro

assim carrego meu próprio peso


Não serei o receptáculo de uma mente vazia

a buscar só significado

Meu templo estará sendo o Deus

que reconheço em mim, vivo

Carrego-O por aí como a maravilha

que Ele tinha pra todo ser


Eu e Ele passeamos pelas galáxias

Esperando dançar com cada força universal

a libertar força universal

gargalhamos a cada pausa


Se me permitir traçar o infinito

Com o pouco que tenho

Com as mãos que são pequenas

Despertar no que é pó e nada

a essência fogo divina sagrada vida


Não haverá grandeza fora que me iluda

Não haverá paz fora que me conquiste

Se a paz é fora, me despeço

Tudo pelo que peço saberei encontrar dentro


Erguerei minha voz em silêncio

Desviando sorrateiro dos olhares

Andando pelo que vai simples

Quero o que não se prende,

O que não se vai,

O que só se atrai sendo

Quero mas não anseio por

Não me faz falta, sou pleno

Sendo, desperto do pó o Deus

Abri os olhos, havia vida

Não saio em busca, só

Recebo.

quinta-feira, 23 de novembro de 2023

Tenho apenas um vício absurdo Penhoro felicidade por um bilhete premiado: "Se apenas aquela coisa, aquele verbo, aquele substantivo próprio, aquele ar que já nem sei se há" (expira…) Nem bem tão depois, caminho já muito percorrido, já muito mais perto tomado de volatilidades mudo-me - repleto de coisas, verbos, substantivos, ares - para ainda mais longe de casa

engano-me de querer mais rompo a expectativa e a promessa de ser agora ainda, quando ao fim não satisfeito enceno em 5 atos drama e decepção

não resisto a determinar constante oscilação entre a ânsia de ter e o tédio de possuir

[Poeta Eterno]

sábado, 28 de outubro de 2023

As nossas (ocultadas) cartas de amor

Escrevi, egoísta, num canto da mente um canto que é voz é vos me rouba todo o tom Sem ensaio digo resumido: te amo

Sem aviso

embarga a voz

o céu, que me toma


os seus sendo nossos

existem

encontrando um jeito

de ser somente amor

semente de amor


E toda pequena coisa

no mundo diz

sobre encontrar no outro

um lugar pra morar

canta


no tempo espaço em que fomos felizes

não encontrar mais apenas partículas atômicas colidindo,

mas testemunhas atestando o que te digo


Sê a inspiração para meus sonhos

Cultiva em mim o amor que vc merece receber


E recebe

O amor que você vê

e o que não pode ver


Poeta Eterno

quinta-feira, 10 de agosto de 2023

Hermetismo

Perigo! O ouvido pronto,
ansioso pelo mestre,
ouve e não sabe quem.

Poeta Eterno

quinta-feira, 27 de julho de 2023

O amigo vento

... Ele (o vento), às vezes, não consegue calar - assobia, sussurra, canta, brinca de percorrer oitavas musicais - e quando cansa de falar sozinho, vem me tentar a mexericar com ele. (...)

E quando eu decido ignorá-lo por já ter ouvido demais, ele traz até mim o perfume da amendoeira, dizendo-me que é a forma dela chorar de saudades do Sol, e o audacioso ainda completa: ela (a amendoeira) não consegue meditar!

Fernanda Zanin

quinta-feira, 19 de maio de 2022

Sabedorias de Sidarta

Dose sua contribuição, o quanto você se coloca no mundo.
Sua existência com o mundo pode ser uma troca na qual você dá o que tem e o mundo te recebe.
Para isso é necessário gerar uma tensão para com o mundo.
Por um dia teste se fazer menos presente, ter menos opiniões a dar.
É preciso do outro para entender o seu valor, e a ausência faz a presença estar visível.

domingo, 15 de agosto de 2021

"licença"
e assim fazia,
botava o pé direito e o pé esquerdo
talvez [quem saberá?] rompia algum silencio
que ali já estava sendo melodia por eras
e ninguém sabia
Quem era? Quanto sabia...?
Romper o silencio que era ali e já fazia eras?
"..."
e daí esquecia
as vezes nem sabia
mas o silencio [só parecia]
ser algo que se rompia? [quem dera]

É assim mesmo
se perdendo
a gente se encontra
e acaba sendo
ou nem sendo
o que nunca foi, ou que já era.


"eu esqueci..., mas era sobre isso:"

https://open.spotify.com/track/6j8B9usR1XCCghJw2gspr8?si=cf1152df55c14fa9

[Poeta Eterno]

terça-feira, 15 de junho de 2021

Perspectiva

Daí até parece que
com cada perspectiva da vida com que me deitei
Mais eu sou, eu e nada,
Eu e cada coisa
Não me lembro de esquecer
Mas me lembrei de me distrair
Da perspectiva de que era
Sonho que se fizera
Mas era amor,

Existência dedicada a ter uma perspectiva que fosse
como se houvesse o indolor e o pobre, o que se distrai, o que se desfaz,
não me lembro tanto de deixar aquecer minha voz pelo que não é
de deixar o que existiu
De distrair o que não encontrei.

Eis que acordo e estou escrevendo
Acordei! E havia ainda algum milagre no mundo

[Poeta Eterno]

quarta-feira, 14 de abril de 2021

em Theos

Encontrar a minha perspectiva de existência plena.
Isso, em si, resume tudo que sou.
E, sendo resumo, carente de contexto e conteúdo,
não para existir, mas para se desvelar aos sentidos.

A perspectiva de existência plena
lugar onde os anseios nem sequer existam
e nem sequer é lugar, é perspectiva, é olhar.
E também não é que objetivamente não existam
mas que em face de meu amor possam desvelar plenitude divina

Como se ao meu olhar fosse dada capacidade de transmutar
não forçosamente como se odiasse, não como se negasse,
mas a sintonizar a face de Deus vivente em cada realidade
Encontrar essa face que transcende a forma
o bom o mau, o belo o feio,
essas imitações incompletas não existam separadamente
Mas que juntas sejam em theos.

[Poeta Eterno]

quarta-feira, 7 de abril de 2021

O silencio no escuro era paz

Pudera haver inicio leve
ritmado, silente,
sem meios ou formas
irrompendo dimensão inexistente
na inexistência da forma encontrar
reconhecer a si.

Pudera não encontrar
não reconhecer
e ainda ser completamente.

Mas existem partes
ansiando reconhecimento
ansiando olhar
ansiando presença de espírito.

E no inicio,
antes de antes do verbo
o silêncio no escuro era paz.

Foi por querer que se dividiu
por duvidar que multiplicou
e o pensamento de como seria
criativa essência não se contentaria
sem antes derrubar cada quarta parede.

quarta-feira, 10 de março de 2021

Querer por possuir e ser

Enquanto ainda na semente a força da vida
encontrar pulsar como se barreira inexistente
o ser não encontrará maior oponente
que a surdez à cada canto de partida.

Tudo parte, nada permanece, nada fica.
Uns loucos gritarão: resista!
Enquanto sente paz cantar em seu coração,
ao leve olhar de negação, balbuciar: desista.

Render-se, a opção a qual não nos somos dados
gradual possibilidade a revelar estado passivo
em existir de forma completa.

Render-se, encontrar nessa espiral persistência
a cada partida a reforma do eu imune à morte
permitindo-se transformar e à sua perspectiva.
Vivenciar existir sem forma, delinear o infinito.

[Poeta Eterno]

domingo, 28 de fevereiro de 2021

A descoberta.

Buscando desvendar algum/alguma, aquele/aquela que ainda busque por um único pensamento simples (130 caracteres) e original que talvez tenha engendrado toda a manifestação pra se materializar neste gozo numérico e matricial onde ainda há existência.

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2021

O não-poder do Ontem

Ontem, erro sério,
desvantagem natural,
cromossomo que se intrometera
no movimento do agora que prevaleceria
Pródigo, como se voltasse à casa
Prólogo como se nem começado o instante
No engano de poder deter,
em qualquer dimensão, poder causal

a realidade na mente
levemente deslocada
do espaço-tempo

De sonho sobrevivera por tanto
e no agora,
sonho projetado mundo afora,
cada pequena coisa permanecera

Sua divina loucura
escape da dor e do mundano
havia sido bastante,
finalmente, indiferente
com tudo sendo plenamente o que era

E houve um tal reconhecimento
O instante de momento presente
esgotara-se de existência

terça-feira, 5 de janeiro de 2021

O canto da estrada aberta



[Walt Whitman]

A pé e de coração leve Eu enveredo pela estrada aberta, Saudável, livre, o mundo à minha frente, À minha frente o longo atalho pardo Levando-me aonde eu queria.


Daqui em diante não peço mais boa-sorte,
Boa-sorte sou eu.
Daqui em diante não lamento mais,
Não transfiro, não careço de nada;
Nada de queixas atrás das portas,
De bibliotecas, de tristonhas críticas;
Forte e contente vou eu
Pela estrada aberta.

A terra é quanto basta:
Eu não quero as constelações mais perto
Nem um pouquinho, sei que se acham muito bem
Onde se acham, sei que são suficientes
Para os que estão em relação com elas.

(Carrego ainda aqui
os meus antigos fardos de delícias,
carrego – homens e mulheres –
carrego-os comigo por onde eu vou,
confesso que é impossível para mim
ficar sem eles: deles estou recheado
e em troca eu os recheio.)

A terra a se expandir
À esquerda e à direita,
Pintura viva – cada parte com
A luz mais adequada,
A música a se ouvir onde faz falta
E a se calar onde não é querida,
A jubilosa voz da estrada aberta,
A alegre e fresca sensação da estrada.

Ó estrada que percorro, é a mim que dizes
“não me deixes”?
Dizes “não te aventures, se me deixas
Estás perdido”?
Dizes “já estou preparada,
Bem batida e transitada,
Fica comigo”?
Ó estrada minha e de todos,
O que lhe posso dizer
É que não tenho medo de deixá-la,
Por mais que a ame: você me expressa melhor
Do que eu expresso a mim mesmo,
Você há de ser para mim
Mais do que o meu poema.

Allons! Nós não devemos
Ficar aqui parados, por mais doces
Que sejam estes armazéns fornidos,
Por mais conveniente
Que pareça esta casa, nós aqui
Não podemos ficar,
Por mais abrigado que seja o porto
E por mais calmas que estas águas sejam,
Aqui nós não devemos ancorar;
Por mais acolhedora
Que seja a hospitalidade que nos cerca,
Não nos é permitida desfrutá-la
Senão por bem pouco tempo.

Ouça-me! Eu vou ser franco com você:
Não ofereço velhos prêmios fáceis,
O que ofereço são novos prêmios difíceis.
Eis como hão de ser os dias que lhe podem suceder:
Você não acumulará riquezas, assim chamadas,
Distribuirá com mão pródiga
Tudo o que venha a adquirir ou ganhar,
Nem bem chegando à cidade à qual era destinado
Dificilmente se há de estabelecer
E ter alguma satisfação
sem que ouça um apelo irresistível
a de novo partir,
terá de acostumar-se às zombarias
e aos risinhos irônicos
dos que foram ficando para trás,
aos acenos de amor
que receber
você dará em resposta
somente apaixonados beijos de despedida,
e não permitirá
o abraço das pessoas que vierem
com as mãos suplicantes
em sua direção.

quarta-feira, 21 de outubro de 2020

É Deus que canta em meu coração...

É Deus que canta em meu coração
Eu, roto poeta, que só sei palavras
não sei como, não sei onde,
o que ouço é embaçado pelo que real chamo.
Ainda assim brota em mim uma compreensão firme
mas que não compreendo de que há O momento
Esse momento real e vívido como tal
alimenta minha alma para além daquilo que sei
além do que imaginei e outrora vivi.
E isso que não sei se torna o que é
Deus que canta em meu coração.

[Poeta Eterno]

sábado, 8 de agosto de 2020

Lembre-se de ler a bula


Cuida de suas ações
pois se converterão em hábitos.
Cuida para que estes hábitos não se formem
como formatações à experiência da vida,
como formas pre-estabelecidas de ver, sentir, conceber.

Vive e respira cada fôlego,
lembra-te
descarrega as coisas da vida,
esvazia-as do que já há vivido no passado
libera velhas visões e velhos carmas.

Seus hábitos são a programação de sua vida no agora,
lembra de que a vida ocorre
enquanto você constrói em si sua visão,
mas que sua visão é a mentira
que seus sentidos têm contado
sobre uma verdade que não se alcança com sentir.

Mil milhões de vidas
passam
e não são suficientes
para alcançar o estado de graça,
no condicionamento da forma.

O que se regozija na forma, perece,
assim com a forma, vai.
O vivenciar no que seja mutável, perene,
tem referência naquilo que permanece, apesar do fim.

[Poeta Eterno]

Este é o fim.
O começo.
O fim.
O que isso significa não cabe a nós saber.
Cabe à história decidir.
Nós só podemos representar os papéis como foram escritos.
Nós só podemos conhecer a nós mesmos.



És, homem, não te esqueças!
Só é tua a loucura
Onde, com lucidez, te reconheças...
Miguel Torga

sábado, 1 de agosto de 2020

Sobre o Tempo e o Espaço na mente

A partir do momento em que você nasce
Você entrega uma mensagem para o mundo
A mensagem é você, aquela criança
É a presença de um anjo
O mensageiro do infinito em um corpo humano
O infinito, o poder total
Cria um programa apenas para você
E tudo que você precisa ser, o que você é, está no programa
Cada célula no seu corpo é um universo por si só
É inteligente, completa

O que você está vendo e ouvindo agora
Não é nada mais que um sonho
Você está sonhando agora mesmo, neste momento
Sonhar é a principal função da mente
E a mente sonha 24hrs por dia
sonha quando o cérebro está acordado
E também sonha quando o cérebro está dormindo
A diferença é que quando o cérebro está acordado
Existe um quadro material
Que nos faz perceber as coisas de uma forma linear
Quando dormimos nós não temos o quadro
E o sonho tem a tendência de mudar constantemente
Humanos estão sonhando o tempo todo
Antes de nascermos
Os humanos antes de nós criaram o grande sonho exterior
O que vamos chamar de sonho da sociedade
Ou sonho do planeta.

domingo, 12 de julho de 2020

"a gente não perde quem vive na gente!"

"Achei que você fosse mais escurinho".

O "escurinho" na frase foi tão longe na minha cabeça como não esperava e só porque não ouvi "moreninho" (que eu nunca vi como pejorativo) que eu me toquei...

O sistema que levou alguém a dizer uma coisa tão "esquisita", até esquizofrênica (no sentido de sem conexão nenhuma com a vida real) ou a se preocupar em formar uma imagem prévia sobre a tonalidade da pele de alguém, eu ainda não aceito bem...

Aqui a ascendência é de povos escravizados (isso foi feito deles, não é quem eles são) e originários indígenas...

A avó, que não esquecia da origem dela, e me contava tantas histórias que eu já nem lembro todas...

Hoje relembrando, dá pra dizer que eram histórias que frequentemente envolviam não ter o que comer. Eu ouvia aquilo sendo criança, então era limpo, um ato de escuta ativa, era: "caçar passarinho", "comer fruta no pé", "pescar no rio", "nadar", "fazer pipoca na fogueira", "correr atrás de galinha pra ver onde é que ela botou", "cuidar de irmãos aprontando mil", "benzedeiras dando indicações medicas", "plantação de mandioca", "dar água a viajantes"...

Falando assim, me sinto mais como o guardião de um grande tesouro... Talvez ela contasse essas histórias pra que eu as lembrasse e as contasse também. Mas não poderia, não saberia contar... Reproduzir a magia toda envolvida? Não dá...

Cada história que ela contava embalava no centro uma moral caipira, uma lição que se você jogasse na terra, brotava. Riqueza simbólica digna de estudioso...
[Se ela me visse hoje... "Biomime o quê, Dio?", "Simbologia, Dio?" - como só ela me chamava, geralmente pedindo que eu pegasse algo pra ela... "Oooo Dio, pega pra vó..."]

A memória e a saudade dela que é muita, vice? E dói por demais, não me deixariam mentir...

Os traços, bem característicos quando você olha pra eles, são só pra não me deixar esquecer...

Eu me preocupei 0% com a caracterização do IBGE sobre etnia, cor da pele, etc... e talvez só porque o tema está sendo tão discutido que isso tenha ido tão longe pra mim.

Daí que se eu me calasse eu estaria desrespeitando pessoas que eu amo:
Sim, eu poderia ter nascido mais "escurinho" e daí que em qualquer caso isso não muda NA-DA. Só reforça minha honra e reverência aos povos originários indígenas e aos escravizados como precedentes e maiores.

Á cada gota de sangue, suor e lágrima que não será esquecida e que compõe a pavimentação das ruas de asfalto e de concreto, eu honro;
Á todo esforço que fizeram para que o gene, cultura e raça não fossem esquecidos, eu honro.
Á sua força de luta contra as adversidades todas, eu honro.
Como meus ancestrais vocês ainda vivem, eu os reconheço como parte de mim e honro. Nunca serão esquecidos, Sempre exaltados, parte de mim... Talvez a melhor.

E por fim, pra pessoa do "escurinho" que me provocou lembrar de tudo isso e ir dormir hoje com o coração mais quentinho, quase com o abraço da vó que eu amo pra sempre do tamanho da saudade que eu mantenho: gratidão.

[Poeta Eterno]³

segunda-feira, 16 de março de 2020

Movimento interno do ser e os recicladores da vida (vírus, fungos e bactérias)

Uma interpretação fenomenológica dos vírus

[É preciso estar atento e forte, não temos tempo de temer a morte...]

As consciências de reciclagem da vida
Vírus, bactérias e fungos servem à um propósito de reciclagem da vida, aceleram processos de morte para que a vida possa ascender novamente de um estado onde estava decadente para uma forma plena, que expresse vida à todas as mil direções, e que pode crescer e evoluir a partir deste recomeço.
Ter consciência disso não reduz a dor envolvida em deixar ir aquilo que não serve mais em qualquer que seja a esfera: mental, social, psicologia, mental emocional, espiritual.

(envolvendo aqui o científico, estas consciências de reciclagem da vida são atraídas e se proliferam em ambientes com ph ácido, que é o desequilíbrio para o qual elas se doam à oferecer cura). Ácido é a característica daquilo que não mais recebe vida e está pronto para deixar de existir. Estas consciências bondosas se encarregam de cumprir este papel de transmutação.

Leia sobre Acidose [acidez excessiva do sangue e fluidos corporais].

[Recentemente eu posso me considerar um sujeito de sorte, porque apesar de muito moço me sinto são e salvo e forte e tenho comigo pensado, Deus é brasileiro e anda do meu lado e assim já não posso sofrer no ano passado...]

Seres plenos de vida
Lembrete de que o humano é ser pleno da vida, esta flui em torrentes do Criador, e separa-se do Criador com um propósito, e quando preenche o ser, contamina com esta Volição que é uma vontade superior, absoluta de propósito.
A vida quer realizar um propósito comigo
Aceitação da vida
E como posso receber esta vida que flui à mim? Esta vida é ajustada à quem eu sou e à minhas ações, a vida quer realizar um propósito com quem eu sou. Para assumir esta vida, este presente, como meu eu preciso me reconhecer naquilo que sou e nas minhas ações, e assim receber plenamente a vida que à mim se destina. Cabe me aceitar e dizer à vida quem eu sou. Assim ela pode ser recebida.

[Aqui não tem espaço para a dor, neste céu e Maria, já raiou o dia, então simbora que a hora é do amor]

Mesmo a vida que não aceito flui à mim
Eu sou o único ser deste orbe que pode cumprir este propósito da vida, então, a vida que não aceito receber (porque não me reconheço naquela luz) vai fazer de tudo para me alcançar. Inclusive voltar à mim por meio dos outros.
Os defeitos que observo e as limitações que critico no outro são o presente que não me permiti receber diretamente da vida. Indiretamente pode ser que eu receba mais facilmente.

Eu sou a verdade das minhas ações e a vida já está cumprindo seu propósito através de mim neste aqui e agora. A vida precisa cumprir seu propósito, eu sou o meio para que isso se faça.

Um vírus como o corona vírus cumpre em mim o papel de me lembrar a verdade de minhas ações, de ser fiel à quem eu sou. Não resiste à luz ultravioleta, me lembrando de acender meu Sol interno, metáfora ao meu sistema imunológico, que alcança seu auge quando me preencho do astro Sol, da plena vida-luz, quando me reconheço em mim e me festejo, acendendo a e ascendendo à LUZ.

[Ó Pai
Não deixes que façam de mim
O que da pedra tu fizestes
E que a fria luz da razão
Não cale o azul da aura que me vestes
Dá-me leveza nas mãos
Faze de mim um nobre domador
Laçando acordes e versos
Dispersos no tempo
Pro templo do amor
Que se eu tiver que ficar nu
Hei de envolver-me em pura poesia
E dela farei minha casa, minha asa
Loucura de cada dia
Dá-me o silêncio da noite
Pra ouvir o sapo namorando a lua
Dá-me direito ao açoite
Ao ócio, ao cio
À vadiagem pela rua
Deixa-me perder a hora
Pra ter tempo de encontrar a rima
Ver o mundo de dentro pra fora
E a beleza que aflora de baixo pra cima

Ó meu Pai, dá-me o direito
De dizer coisas sem sentido
De não ter que ser perfeito
Pretérito, sujeito, artigo definido
De me apaixonar todo dia
De ser mais jovem que meu filho
E ir aprendendo com ele
A magia de nunca perder o brilho
Virar os dados do destino
De me contradizer, de não ter meta
Me reinventar, ser meu próprio Deus
Viver menino, morrer poeta]

[Poeta Eterno]³

[Referências à músicas que vocês podem buscar no Google]

Assim a simbologia de vírus, fungos e bactérias (os recicladores da vida) e o movimento interno do ser que revela-se na manifestação destas consciências em nós... O Todo se manifesta em tudo..

sexta-feira, 15 de novembro de 2019

Um pássaro




Estoy encantada por tu elegancia
Déjame escuchar la canción de tu vida...
Cuéntame cómo sientes el tiempo
Cómo huele el aire, ahí en el cielo...
Cuéntame de tu viaje
El tiempo no existe para mí
Estoy aquí solo para escuchar
Cuéntame de tu viaje
El tiempo no existe para mí
Estoy aquí solo para escuchar
Ahora puedo ver lo que tú has visto....
Viendo tus ojos
Ahora puedo ver lo que tú has visto....
Viendo tus ojos
Pachamama nuestro hogar,
tu eres la madre nuestra vida...
Nuestro Amor...
Volar contigo

Dá pra entender isso?
Um pouco mais da loucura de Francisco.