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segunda-feira, 16 de março de 2020

Movimento interno do ser e os recicladores da vida (vírus, fungos e bactérias)

Uma interpretação fenomenológica dos vírus

[É preciso estar atento e forte, não temos tempo de temer a morte...]

As consciências de reciclagem da vida
Vírus, bactérias e fungos servem à um propósito de reciclagem da vida, aceleram processos de morte para que a vida possa ascender novamente de um estado onde estava decadente para uma forma plena, que expresse vida à todas as mil direções, e que pode crescer e evoluir a partir deste recomeço.
Ter consciência disso não reduz a dor envolvida em deixar ir aquilo que não serve mais em qualquer que seja a esfera: mental, social, psicologia, mental emocional, espiritual.

(envolvendo aqui o científico, estas consciências de reciclagem da vida são atraídas e se proliferam em ambientes com ph ácido, que é o desequilíbrio para o qual elas se doam à oferecer cura). Ácido é a característica daquilo que não mais recebe vida e está pronto para deixar de existir. Estas consciências bondosas se encarregam de cumprir este papel de transmutação.

Leia sobre Acidose [acidez excessiva do sangue e fluidos corporais].

[Recentemente eu posso me considerar um sujeito de sorte, porque apesar de muito moço me sinto são e salvo e forte e tenho comigo pensado, Deus é brasileiro e anda do meu lado e assim já não posso sofrer no ano passado...]

Seres plenos de vida
Lembrete de que o humano é ser pleno da vida, esta flui em torrentes do Criador, e separa-se do Criador com um propósito, e quando preenche o ser, contamina com esta Volição que é uma vontade superior, absoluta de propósito.
A vida quer realizar um propósito comigo
Aceitação da vida
E como posso receber esta vida que flui à mim? Esta vida é ajustada à quem eu sou e à minhas ações, a vida quer realizar um propósito com quem eu sou. Para assumir esta vida, este presente, como meu eu preciso me reconhecer naquilo que sou e nas minhas ações, e assim receber plenamente a vida que à mim se destina. Cabe me aceitar e dizer à vida quem eu sou. Assim ela pode ser recebida.

[Aqui não tem espaço para a dor, neste céu e Maria, já raiou o dia, então simbora que a hora é do amor]

Mesmo a vida que não aceito flui à mim
Eu sou o único ser deste orbe que pode cumprir este propósito da vida, então, a vida que não aceito receber (porque não me reconheço naquela luz) vai fazer de tudo para me alcançar. Inclusive voltar à mim por meio dos outros.
Os defeitos que observo e as limitações que critico no outro são o presente que não me permiti receber diretamente da vida. Indiretamente pode ser que eu receba mais facilmente.

Eu sou a verdade das minhas ações e a vida já está cumprindo seu propósito através de mim neste aqui e agora. A vida precisa cumprir seu propósito, eu sou o meio para que isso se faça.

Um vírus como o corona vírus cumpre em mim o papel de me lembrar a verdade de minhas ações, de ser fiel à quem eu sou. Não resiste à luz ultravioleta, me lembrando de acender meu Sol interno, metáfora ao meu sistema imunológico, que alcança seu auge quando me preencho do astro Sol, da plena vida-luz, quando me reconheço em mim e me festejo, acendendo a e ascendendo à LUZ.

[Ó Pai
Não deixes que façam de mim
O que da pedra tu fizestes
E que a fria luz da razão
Não cale o azul da aura que me vestes
Dá-me leveza nas mãos
Faze de mim um nobre domador
Laçando acordes e versos
Dispersos no tempo
Pro templo do amor
Que se eu tiver que ficar nu
Hei de envolver-me em pura poesia
E dela farei minha casa, minha asa
Loucura de cada dia
Dá-me o silêncio da noite
Pra ouvir o sapo namorando a lua
Dá-me direito ao açoite
Ao ócio, ao cio
À vadiagem pela rua
Deixa-me perder a hora
Pra ter tempo de encontrar a rima
Ver o mundo de dentro pra fora
E a beleza que aflora de baixo pra cima

Ó meu Pai, dá-me o direito
De dizer coisas sem sentido
De não ter que ser perfeito
Pretérito, sujeito, artigo definido
De me apaixonar todo dia
De ser mais jovem que meu filho
E ir aprendendo com ele
A magia de nunca perder o brilho
Virar os dados do destino
De me contradizer, de não ter meta
Me reinventar, ser meu próprio Deus
Viver menino, morrer poeta]

[Poeta Eterno]³

[Referências à músicas que vocês podem buscar no Google]

Assim a simbologia de vírus, fungos e bactérias (os recicladores da vida) e o movimento interno do ser que revela-se na manifestação destas consciências em nós... O Todo se manifesta em tudo..

sexta-feira, 15 de novembro de 2019

Um pássaro




Estoy encantada por tu elegancia
Déjame escuchar la canción de tu vida...
Cuéntame cómo sientes el tiempo
Cómo huele el aire, ahí en el cielo...
Cuéntame de tu viaje
El tiempo no existe para mí
Estoy aquí solo para escuchar
Cuéntame de tu viaje
El tiempo no existe para mí
Estoy aquí solo para escuchar
Ahora puedo ver lo que tú has visto....
Viendo tus ojos
Ahora puedo ver lo que tú has visto....
Viendo tus ojos
Pachamama nuestro hogar,
tu eres la madre nuestra vida...
Nuestro Amor...
Volar contigo

Dá pra entender isso?
Um pouco mais da loucura de Francisco.

segunda-feira, 28 de outubro de 2019

Remeber why you came here



Refletia sobre todos os mistérios da vida e de todas as coisas, e tentava encontrar uma linguagem universal, tal como ansiavam os poetas e filósofos de outrora.
Se Baudelaire me ouvisse diria da "linguagem da flor e da matéria sem voz".
Me encontrei no ponto em que a realidade não podia mais ser alcançada por minhas mãos, então fundava o mistério em minha mente, percebia delineações do que seria o mistério, mas sem nenhuma perspectiva de sua natureza, composição, origem, finalidade...
O mistério, o irrevelado, o Absoluto. Encontrava referências inúmeras e minha mente ansiava pelo controle de minha própria realidade como um corcel que reluta em ser domado por qualquer que fosse o cavaleiro.
É daí que a iluminação ocorreu: não haveria mistério que pudesse ser desvendado - para isso era necessário estar dentro do próprio mistério, ser o próprio mistério e daí, insondável - era um mistério a própria realidade e não havia sentido em buscar sentido... Tal me parecia o paradoxo que criava que as vezes a mente e sua estrutura entravam em colapso e precisava reiniciar todo o sistema de realidade para não me desfazer.
Senti algumas vezes que a realidade fosse colapsar e só depois percebi que era minha mente que entrava em estado abstrato, plasmático, sem forma nem substância e portanto não se permitia mais ser o veículo da percepção de um ser abstrato e senciente.
"Quando eu vim pra esse mundo eu mostrei minha cara, cantei o meu canto e fiquei por cá..."
E é isso.
Ninguém sabe o que diz, nem consegue ou se sente capaz de inferir sobre a natureza das coisas, por abstrata, por estar no centro do absoluto, onde mora o insondável. Só em sonho, pelo símbolo que não compreendo posso tocar ou estar envolto no mistério.
À mim caberia apenas desvendar um único mistério: quem sou e como aplico o que sou, como deixo ao próximo eu (que é você que me lê) uma mensagem útil à este entendimento? Pois que possa retomar essa investigação absurda quando houver mais materialmente construído essa estrutura.
"Eu encontrei a rosa e me tornei roseira e só quando eu vim pra esse mundo eu mostrei minha cara, cantei o meu canto e fiquei por cá..."
E um novo ciclo.
"Maravilha é o Sol se pondo, é Luanda e basta, beleza sem igual".
Passa na TV de minha mente e meu corpo teme, minha mente gela quando processa a informação de que eu possa estar assistindo de longe enquanto persisto no caminho mais longo, o mais sujeito à espinhos e revivo e revivo o ciclo como num inferno pessoal. Porque meus fantasmas não estão do lado de fora, mas dentro.
Enquanto não tiver provado de todos os espinhos e vivido todas as dores do mundo com intacto amor por mim (que sou todas as coisas que se projetam para fora de mim) minha consciência não aprenderá a desviar da experiência que não me apetece?
"Pois se eu tivesse minha imagem controlada, só uma foto e mais nada de mim eu permitiria nela estaria... meu rosto de meia idade, olhando muito a vontade como quem está meditando... só quem demorasse olhando, veria a coruja muda que ri de mim quando estuda tudo que eu disse cantando".
A expressão única do ser, correspondente ao que a mente processa, e de outra forma igualmente impecável para a consciência.
"Venha mamãe, venha me firmar pra eu entrar no Juremá.. eu pego o fumo e o meu cachimbo pra me limpar, pra eu entrar...".

E toda mensagem se processa em minha consciência e me deixa espiar o lado de dentro do mistério.

[Poeta Eterno]³