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quinta-feira, 19 de maio de 2011

O que buscavam os filósofos?

Costumo imaginar seus olhares de inquietação com o fervilhante mundo, ainda acortinado, a sua frente, logo ali, ao toque das mãos, mas tão distante de traduções.

A filosofia é um espetáculo no qual não vemos expectadores, o filosofo se constrói na práxis do mundo, enquanto vivencia o pensamento e constrói novas leituras deste mesmo mundo.

Pensava a origem dos filósofos, enquanto imaginava o quão lindo deve ser um multi-pensador, alguém que não entende a matemática como números esparsos, nem a língua como conjunto de regras gramaticais, se não ambas em um âmago visceral e múltiplo, em conforme com o que vivemos e somos.

O homem deve ter tido sempre um brilho diferente nos olhos ao descobrir o novo. Hoje, sabemos que a forma de descobri-lo é essencial ao que faremos deste novo, mas ainda repetimos o enfadonho repete, repete, repete. “O cérebro aprende por repetição”, dizem...

Eu sempre imaginei a maravilha de ser filósofo no tempo antigo, porque isto significaria pré-cursar o caminho, ser o primeiro. Não seria necessário lidar com o pré-concebido, o maldito pré-conceito e isso não atravancaria o conhecer.

Atribuo a dificuldade em adquirir conhecimento a uma gama de fatores. Somos obrigados a beber um caldeirão com veneno para imaginação, aturar Sísifos-professores-especialistas etc.

Mas o que buscavam os filósofos? A resposta é: a pergunta.

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