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quinta-feira, 12 de março de 2009

Promessa

Ouvia, mas lhe era custoso acreditar que seus ouvidos estavam certos. Estavam... inevitavelmente.
Penoso dizer que a promessa se rompera sozinha. Inflexível se mantivera e firme permanecera tanto, inimportantes os vendavais que lhe atormentassem a ideologia.

A promessa se rompera, e não lhe cabiam mais velhos posicionamentos, o momento exigia movimento. A fumaça em si gritava: Abre a janela. E não bastasse a ausência de si, a ausência de todos.

Acreditara tanto tempo que agora, promessa rompida, lhe faltavam neurônios e massa cinzenta a assimilar o fato. Duro fato este que lhe causava a gagueira do espanto, aquela que se manifestara quando nada mais havia na cabeça, se não repetidas vezes a mesma coisa.

A promessa se rompera repetidas vezes em slow motion... permanecia quieto a segurar o botão do replay.

Poeta Eterno

3 comentários:

Reflexo d'Alma disse...

Nossa!
Como cabe nesse momento...no meu momento
Perfeito.....
Bj
""A promessa se rompera, e não lhe cabiam mais velhos posicionamentos, o momento exigia movimento.
A fumaça em si gritava: Abre a janela. E não bastasse a ausência de si, a ausência de todos""Poeta Eterno

Lucas disse...

Não prenda-se a esses Déjà vu's de promessas... Promessas são como correntes, e o mundo é feito de tortuosas liberdades.

PS: Uma mescla de Comercio Exterior e Jornalismo. Quase isso(!) hehehe

manzas disse...

Provei o fel sabor de uma outra vida
Nas ruas desnudadas, lotes incertos do sem andar…
Caminhei pelos desertos secos de alma perdida
Entrando pela porta em que ninguém quer entrar

Passando para dizer,
Que sempre me apraz aqui estar…
Que nesta sexta-feira treze,
Aconteça o que acontecer
Um bom fim-de-semana irá ser
E que o amor e paz possa reinar!

O eterno abraço…

-MANZAS-

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