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quarta-feira, 11 de abril de 2018

A DIVINA LOUCURA DE FRANCISCO

São Francisco de Assis certamente estaria num hospício. Conversando com as árvores, dizendo à amendoeira:" Irmã, como vai você?" Se ele estivesse aqui, teria sido preso. "Irmã, cante sobre Deus para mim", dizia para a amendoeira. E não apenas isso - ele ouvia a canção que a amendoeira cantava! Maluco! Necessita de tratamento!
Ele conversava com o rio e com os peixes - e dizem que os peixes respondiam a ele. Conversava com as pedras e os rochedos. É preciso mais uma prova de que ele é louco?
Sim, ele é louco. Mas você não gostaria de ser louco como São Francisco de Assis? imagine só - a capacidade de escutar a amendoeira a cantar, e o coração que pode sentir as árvores como irmãs, o coração que pode conversar com as pedras, o coração que vê Deus em todo lugar, por todos os lados, em todas as formas...
Este deve ser um coração de extremo amor.
O amor total revela esse mistério a você. Mas para a mente lógica, certamente essas coisas são bobagem.
Para mim, essas são as únicas coisas significativas.
Torne-se louco, se puder, torne-se um louco do coração.
OSHO - Ancient Music of the Pines


segunda-feira, 29 de janeiro de 2018

Encontros




[gratidão imensa àquela pela divina pérola]

Encontros, quando
Essências transmutadas, em rota de colisão,
em vias de cruzar caminhos, ao desconhecido
abrir liberdades por não antever a rósea presença,
quando finalmente se dilatam
ao sabor do destino

Quando, em tão suave toque, colidem?
Se já não feitas para colidir...

Porque suave o toque, essencial,
Porque destinado, imprevisto,
Desconhecer, esta tão suave benção
Se me dizes que vens as 4:00
desde as 3:00 começarei a ser feliz

As dilatadas pupilas do mestre,
desnecessárias, ao tempo que
tão incompreensível fenômeno
aos olhos famintos
Tão inapreensível pelos sentidos...
derretem-lhe dos olhos
e vão buscar este prazer imenso
de mergulhar e lá haver presença

Que mão é está que dirige em tão suave toque?
[Poeta Eterno]

domingo, 3 de dezembro de 2017

Insondável

o Quero, não no limite da existência do ócio
como quem contempla o abismo à margem
este azul profundo em que pretendesse me deixar
mais como o pássaro pródigo
à margem do precipício em que pretende se jogar,
sem consequência e sem medida do peso
que as asas tendem a suportar.

Não o desejo como inconsequência,
mas pela sensação infinda,
sem formas e sem bordas  a delimitar o vazio.
O desejo imortal, inefável, incomparável
rio em que desovo o corpo gélido
ao sabor da fúria líquida.

[Poeta Eterno]

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