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segunda-feira, 29 de maio de 2017

Logia da volitação

Que fome é esta que ao espírito tem consumido,
se de tudo que é mundano, sublime e vadio tem comido?
Que sede é esta que não tem cessado,
Se de toda fonte tem bebido, todo ar respirado,
Toda sensação sentido?

Os sabores, com voracidade experimentado
e ainda ilesa essa vontade tem persistido.
A misteriosa volição inacabável exercido?
No amargo e no mais ácido, há vivido?

Querendo ainda experimentar, tem ansiado,
ensaiando como se unicamente a experimentar,
esse exercício raro, tivesse sido dado.
Não mais que a relva, há se entregado,
a desenvolver-se ao sabor do infindo mistério, o incontido.

Sem mais quês, à todo mistério sobrevivido
e cada máscara que Ele veste desvendado.
Os pés que calcam a terra, presença têm firmado,
Calejados, sem novas terras terem ainda tocado.
A terra é fogo que queima sem nunca ter possuído
Destino fora de tempo à possuir-te sem que fosses consumido.

Poeta Eterno
Sem parênteses
Sem ponto
Sem começo e sem fim
Alpha e Ômega
Envolto em energias etéreas de transmutação

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