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quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Só por respirar (Estar a matar porque se esta a morrer)

Só digo que não sei quantas palavras são mortas
a cada vez que respiro.
Sei que respiro
e morro cada pouquinho a seu tempo.


Tenho tempo de morrer enquanto vivo,
nunca de viver enquanto morro.


Coisa para a qual tenho tempo é morrer.
Distraio-me da morte, sempre,
como passatempo.


Morrer, o único verbo
de minha existência no presente,
como coisa presente.


Fazendo milhares de coisas neste tempo
nunca tenho tempo, e se tenho,
logo algo me toma o tempo.
E leva tempo pra perceber
que não da tempo de deter...


Como disse, não sei quantas
palavras são mortas a cada vez que respiro,
mas respiro e morro enquanto estou a matá-las,
a certeza que fica é a de que
so vivo ao matar-me um pouco.

O mais frio dos assassinatos
(como se matasse outro),
Friamente, lentamente...
Enquanto respiro.

Poeta Eterno

3 comentários:

Sérgio Filho disse...

Quando retornar ou ler esse recado, responde com seu e-mail no seguinte endereço:
www.sergiofilho@hotmail.com

Abraços.

CARLA STOPA disse...

Bom estar aqui...Morrendo e vivendo ao sabor das palavras...

Reflexo d Alma disse...

Poeta Eterno...
Aqui do meu ceu de Pasargada so vejo o horizonte... la na linha não ha nada, mas continuo olhando,
esperando, quanto faço mil outras coisas
e vivo mil outras vidas, pq hoje não mais que que era e sim
descobri que posso ser a que nasci pra ser... o mundo gira, tudo ao meu redor continua igual, ate voce, mas eu...
não
mais.Bjins entre sonhos e delíros
Sou todas essas e amsi algumas que não revelo mais...
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