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segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Sabe que não sabe (O silêncio é memória)

Poeta Eterno

Sabe apenas que não sabe o que diz.

Pensa que apenas não pensar leva a algum lugar, ou esquece a loucura do lado de fora.

Mas a loucura so nos serve de companhia, e quando chega nos abraça e não mais solta.

- Ou sou eu quem a abraça? - pensa.

Sugere apenas que é pequena mas que nada lhe basta. E quando a noite se avizinha, so quer perder-se em teus braços. Ou fazer-te perdido nos dela. Fazer-te pedido.

Segue e não pára, segue e não cala, segue e liberta, segue exalando a verdade que lhe brota, fingidamente, às ancas. Segue libertando... segue.

Sabe que por onde for haverá bebida, parceiro, noite fria e solidão, pois que é o que nos une à todos. Somos unos em nossa solidão absoluta, individual, mesquinha as vezes...

Liberta logo cedo o compromisso da memória e assim pode esquecer cada noite, cada fiasco, cada abalo sismico provocado, desencadeado, desequilibrado... Pode esquecer cada recaida, cada silêncio... mas só o silêncio não sabe esquecer... O silêncio é memória.

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