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sábado, 28 de fevereiro de 2009

Uns versos teus - orpheus

Embebi-me de livros...
Sobre as palavras, molho vermelho...
E a boca toda suja...

Orpheus Julianov

Encontrei uns versos teus
que se fizeram meus
aqui estão...

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Ou-vir

Ou-vir-ou-não-vir-ou

É necessário, se não essêncial e vital, sabermos ouvir porque quando não se ouve a comunicação se torna unilateral portanto: não-comunicação, talves não mais que um amontoado de ruídos caído das palavras não ditas e das lágrimas contidas e que pingaram acidentalmente num vazio de nós mesmos.

Poeta Eterno.

terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

Dizemos aos confusos, Conhece-te a ti mesmo, como se conhecer-se a si mesmo não fosse a quinta e mais difícil operação das aritméticas humanas, dizemos aos abúlicos, Querer é poder, como se as realidades bestiais do mundo não se divertissem a inverter todos os dias a posição relativa dos verbos, dizemos aos indecisos, Começar pelo princípio, como se esse princípio fosse a ponta sempre visível de um fio mal enrolado que bastasse puxar e ir puxando até chegarmos à outra ponta, a do fim, e como se, entre a primeira e a segunda, tivéssemos tido nas mãos uma linha lisa e contínua em que não havia sido preciso desfazer nós nem desenredar emanharados, coisa impossível de acontecer na vida dos novelos, e, se uma outra frase de efeito é permitida, nos novelos da vida.



Saramago

domingo, 22 de fevereiro de 2009

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

O Haver

Resta, acima de tudo, essa capacidade de ternura
Essa intimidade perfeita com o silêncio
Resta essa voz íntima pedindo perdão por tudo
- Perdoai-os! porque eles não têm culpa de ter nascido...

Resta esse antigo respeito pela noite, esse falar baixo
Essa mão que tateia antes de ter, esse medo
De ferir tocando, essa forte mão de homem
Cheia de mansidão para com tudo quanto existe.

Resta essa imobilidade, essa economia de gestos
Essa inércia cada vez maior diante do Infinito
Essa gagueira infantil de quem quer exprimir o inexprimível
Essa irredutível recusa à poesia não vivida.

Resta essa comunhão com os sons, esse sentimento
Da matéria em repouso, essa angústia da simultaneidade
Do tempo, essa lenta decomposição poética
Em busca de uma só vida, uma só morte, um só Vinicius.

Resta esse coração queimando como um círio
Numa catedral em ruínas, essa tristeza
Diante do cotidiano; ou essa súbita alegria
Ao ouvir passos na noite que se perdem sem história

Vinicius de Moraes, O poetinha

Rascunhado em 31/03/07, postado em 20-02-2009, maduro o suficiente para entendê-lo.

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Pensamento

O NÃO consciente tem por trás de si a pretensa visibilidade sistemática do futuro. É uma variável, pode ser um copo metade cheio... se alguem quiser.
Poeta Eterno

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Einstein

Pode ser que um dia deixemos de nos falar...
Mas, enquanto houver amizade
Faremos as pazes de novo.
Pode ser que um dia o tempo passe...
Mas, se a amizade permanecer,
Um do outro há de lembrar.
Pode ser que um dia nos afastemos...
Mas, se formos amigos de verdade
A amizade nos reaproximará
Pode ser que um dia não mais existamos....
Mas, se ainda houver amizade
Nasceremos de novo, um para o outro.
Pode ser que um dia tudo acabe...
Mas, com a amizade construiremos tudo novamente.
Cada vez de forma diferente.
Sendo único e inesquecível cada momento
Que juntos vivemos e nos lembraremos para sempre.
Há duas formas para viver sua vida:
Uma é acreditar que não existe milagre.
A outra é acreditar que todas as coisas são um milagre.

(Albert Einstein, 1879-1955)

E viver um milagre a cada dia...

domingo, 15 de fevereiro de 2009

As perguntas: “Quem és?” ou “”Quem sou?” têm respostas fáceis: a pessoa conta a sua vida e assim se apresenta aos outros. A pergunta que não tem resposta formula-se de outra maneira: “Que sou eu?” Não “quem” mas “quê”. Aquele que fizer essa pergunta enfrenta-se com uma página em branco e o pior é que não será capaz de escrever uma palavra que seja.

Saramago

sábado, 14 de fevereiro de 2009

Ne me quitte pas! Je ne quitte pas!

Não!! Absolutamente!!! Não aderi à maysomania, mas tenho que dobrar meu orgulho, e colocá-lo um pouco no bolso...
De todas as versões que encontrei dessa música, a dela é a que mais me acaricia os ouvidos, não dou a minima para ela, acredito que bem pode ser pela ausência de um sôtaque mais carregado, mas não sei, so gosto mais..



"Não, não, não, não faça isso, cientifico é uma coisa programada, criação é uma coisa que nasce, nasce com a gente, nasce com as nossas dores, nasce com as nossas neuroses, com os nossos... os nossos sorrisos, não não não não... criação é uma coisa muito importante, O cientifico tambem é, só que o cientifico é cientifico, né? Ou não?"

Maysa


Ne me quitte pas - Não me deixe

Ne me quitte pas
Il faut oublier
Tout peut s'oublier
Qui s'enfuit déjà
Oublier le temps
Des malentendus
Et le temps perdu
A savoir comment
Oublier ces heures
Qui tuaient parfois
A coups de pourquoi
Le coeur du bonheur
Ne me quitte pas
Ne me quitte pas
Ne me quitte pas

Eu te oferecerei
pérolas de chuva
Que vêm dos paises
Onde não chove

Moi je t'offrirai
Des perles de pluie
Venues de pays
Où il ne pleut pas

Cavarei a terra
Até a minha morte
Para cobrir teu corpo
De ouro e luzes
E farei uma terra
onde o amor será rei
onde o amor será lei
e você será rainha
Não me deixe
Não me deixe
Não me deixe

Je creuserai la terre
Jusqu'après ma mort
Pour couvrir ton corps
D'or et de lumière
Je ferai un domaine
Où l'amour sera roi
Où l'amour sera loi
Où tu seras reine
Ne me quitte pas
Ne me quitte pas
Ne me quitte pas

Ne me quitte pas
Je t'inventerai
Des mots insensés
Que tu comprendras
Je te parlerai
De ces amants-là
Qui ont vue deux fois
Leurs coeurs s'embraser
Je te raconterai
L'histoire de ce roi
Mort de n'avoir pas
Pu te rencontrer
Ne me quitte pas
Ne me quitte pas
Ne me quitte pas

On a vu souvent
Rejaillir le feu
De l'ancien volcan
Qu'on croyait trop vieux
Il est paraît-il
Des terres brûlées
Donnant plus de blé
Qu'un meilleur avril
Et quand vient le soir
Pour qu'un ciel flamboie
Le rouge et le noir
Ne s'épousent-ils pas
Ne me quitte pas
Ne me quitte pas
Ne me quitte pas

Ne me quitte pas
Je ne vais plus pleurer
Je ne vais plus parler
Je me cacherai là
A te regarder
Danser et sourire
Et à t'écouter
Chanter et puis rire
Laisse-moi devenir
L'ombre de ton ombre
L'ombre de ta main
L'ombre de ton chien
Ne me quitte pas
Ne me quitte pas
Ne me quitte pas

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Momento Factidico

Não sei se a felicidade deveria participar de momentos decisivos como este.
Nem por um segundo percebemos, talvez mais, nem por uma vida toda nos damos conta de que valeu mais aquele segundo, o factidico segundo de nossas vidas, onde nada - se não uma palavra, um gesto, um pensamento, traduzidos sempre por um ato - nada foi mais importante.
Conflitos entre países inimigos continuaram... bombas continuaram a ser construídas, mas bem, este segundo frio e duro como um aço não poderia ser reconstruido, é um momento não especial, mas realmente factidico, um rito de passagem, de onde ninguem sai da mesma forma como entrou.
A felicidade não deveria participar de momentos como este, onde, talvez mais importante do que nosso respirar seja o agir, ja que dele não dependem medições, argumentações ou questionamentos, nada disso interfere no ato, pois caracteriza-se nele, uma urgência imperial de que algo se faça, e neste momento decidimos por um rumo a ser tomado.
Infelizmente não há tabelas de certo ou errado, somos nós, não mais que os cientistas e médicos da antiguidade, fazendo com nossas vidas uma experimentação, não científica, mas empirica do que vivemos, talvez empirica, exatamente porque a estamos vivendo e para isso, não utilizamos exatamente de teorias, so de atos e caminhos que levam a caminhos...
Talvez a vida seja um só caminho, que se transforma em muitos caminhos, mas que no final, nada mais é do que um caminho mesmo, o mesmo caminho.
Poeta Eterno
Ja ouvi dizer que tudo passa - até uva passa - mas o que passa é recordável, portanto, vivo!
Um tempo passa, o tempo fica.

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

O fato não relata fato, nem relato.

Poemar com coração é assim,
Você esta sentado, olha um fato,
Indaga o fato, e relata o relato do fato,
Indica ao fato que relate aos seus relatos abstratos,
Que fato não tem boca, nem relata fato, nem relato.
pOEta EtRnO
A ausência se faz presente...
Tambem preciso dela.

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